terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Coronel se diz orgulhoso de ter atuado no Doi-Codi nos anos de chumbo

Enviado por arlindosouza@gmail.com


Coronel se diz orgulhoso de ter atuado no Doi-Codi nos anos de chumbo

Pedro Moézia conta que tipo de ação exercia nas mais de 100 operações de que participou

Coronel da reserva Pedro Ivo Moézia de Lima, ex-integrante do Doi-Codi e autor de ação para impedir a criação da Comissão da Verdade Foto: Evandro Éboli / O Globo
Coronel da reserva Pedro Ivo Moézia de Lima, ex-integrante do Doi-Codi
e autor de ação para impedir a criação da Comissão da Verdade
Coronel da reserva Pedro Ivo Moézia de Lima, ex-integrante do Doi-Codi
e autor de ação para impedir a criação da Comissão da Verdade
 
Evandro Éboli / O Globo
 
 
BRASÍLIA - Autor da primeira ação judicial para impedir a criação da Comissão da Verdade, o coronel reformado Pedro Ivo Moézia diz que participou com muito orgulho do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), durante o regime militar. Ele admite, sem culpa, a possibilidade de ter matado ‘alguns guerrilheiros’ em supostas trocas de tiro. O militar dá detalhes das operações em que atuou e nega que tenha participado de sessões de tortura.

O GLOBO: Por que a ação contra a criação da comissão?
CORONEL PEDRO IVO MOÉZIA: Sou a primeira voz que se levanta contra esse abuso. Que verdade é essa que vai ouvir um lado só?! Não entendo essa fúria contra nós. Quem matou civis inocentes foram esses terroristas.
 
O senhor pretende depor na comissão?
MOÉZIA: Nunca vou dizer nada. Vou usar do meu direito de ficar com a boca fechada. A não ser que chamem todos e os obriguem a contar tudo. Como a Dilma Rousseff, o relator da comissão e terrorista Aloysio Nunes (senador tucano que relatou o projeto). O Tarso Genro (governador do Rio Grande so Sul e ex-ministro da Justiça)...

O senhor falou que atuou numa centena de ações na ditadura. Como foram?
MOÉZIA: Eram estouro de aparelhos, prisão, tiroteios. Não ia para essas ações chupando sorvete. Tínhamos medo, tensão, via gente ferida, chorando, sofrendo do nosso lado.

O senhor acertou alguém?
MOÉZIA: Participei de tiroteios. Se atirei? Sim. Acertei alguém? Sim. Morreu? É possível que sim. Mas era um confronto.

O senhor participou ou assistiu tortura no Doi-Codi?
MOÉZIA: A tortura não existiu. Existia rigores de entrevista. Rigores no interrogatório. Nunca toquei a mão em ninguém. O Ustra (coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi) também não.

Familiares de perseguidos políticos apontam o sr. como um torturador?
MOÉZIA: Apareço em várias listas. Mas isso não é verdade. Lista qualquer um pode fazer a que quiser. Lutei pelo meu país, pela minha pátria e cumpri minha missão.



Um comentário:

  1. O que estes terroristas comunistas queriam? estavam fora da lei, eram bandidos. No confronto queriam que oferecessem flores? Eles e a família sabiam dos riscos, então não reclamam, tiveram o que mereceram. Até que tiveram pouco, deveriam ter sido todos mortos.
    O coronel Moézia está de parabéns. Deveria ganhar uma medalha por ter enfrentado este bando de bandidos.

    ResponderExcluir