domingo, 26 de agosto de 2012

DIA DO SOLDADO

Por Gen Marco Antonio Felicio da Silva
 
Aos prezados camaradas, parabéns !
 
Como não reverenciar e falar de todos aqueles que por amor à Pátria brasileira, ao seu torrão natal, lutaram, desde o Brasil colônia, sacrificando conscientemente a própria vida, ao forjar a nacionalidade brasileira, combatendo e expulsando o invasor estrangeiro, conquistando a independência, mantendo uno e livre o território, pacificando a Nação e, mais recentemente, ainda de armas na mão, impedindo que ideologias externas impusessem a tirania ao Povo brasileiro.
No dia de hoje, 25 de Agosto, estamos reverenciando e falando do soldado brasileiro de qualquer tempo, de qualquer posto ou graduação.
Reverenciamos e falamos do Duque de Caxias, encarnação maior das virtudes e dos valores militares. Um brasileiro, cidadão-soldado que, dentro da servidão e grandeza dos militares, não serviu a governos, mas, acima desses, dedicou sua vida e seus talentos à Pátria e à Nação.
A liderança inata e a nobreza de caráter de Caxias, evidenciadas principalmente quando das vitórias que o consagraram, jamais permitiram que o inimigo fosse vilipendiado. Por outro lado, nas horas amargas, seus subordinados sabiam que não seriam abandonados a própria sorte. A dignidade militar estava acima de qualquer outra consideração, fosse ela qual fosse, material ou não.
Torna-se mister enfatizar, embora o Exército de hoje, apto aos diferentes tipos de combate e pleno do uso de tecnologias as mais avançadas, que a maior arma para um Chefe continua a ser o espírito do soldado que ele comanda. A liderança efetiva impõe a conquista da confiança e do respeito dos subordinados.
Hoje, neste dia, lembro que esquecer o combate vitorioso à subversão comunista e à tentativa armada de implantação de uma ditadura do proletariado no País, ainda, historicamente, recente, não honra qualquer perícia, que parece não existir na condução dos fatos atuais, bem como a firmeza que se esboroa numa tentativa de reconciliação unilateral.
Assim, são abandonados, pelo caminho, antigos camaradas combatentes, vítimas da sanha revanchista, o que vai contra a preservação das nossas mais caras tradições e enfraquece valores – alma de qualquer Exército.
Neste dia, dia do soldado, dia de Caxias, rendo minhas homenagens ao soldado brasileiro de qualquer tempo e, principalmente, a todos que combateram a violência marxista, reverenciando um cidadão-soldado, o Cel Ustra, combatente valoroso, exemplo de dignidade pessoal, engrandecido pela sua postura diante da adversidade e do abandono a que foi relegado por quem não tinha o direito de fazê-lo.

sábado, 25 de agosto de 2012

VALE A PENA LEMBRAR NO DIA "25 DE AGOSTO"

NADA MUDOU!!!!
Publicado no “Gazeta do Sul” em 3 de dezembro de 2010       
                                         GERINGONÇAS DO VIETNAM E REFUGOS DA UNIÃO EUROPÉIA
Alguém já parou para pensar neste atraso de vida? As viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP), que nossos filhos e netos estão pilotando e sendo transportados nas unidades da “Brigada Niederauer”, são aqueles mesmos M-113 aqui chegados em 1972, sobras da guerra perdida pelos EUA no sudeste asiático.
Em verdade, estas verdadeiras geringonças, que só estão serpenteando ainda graças ao esforço inaudito de um punhado de profissionais de valor, deveriam estar aposentadas já nos meados dos anos 80 quando a MOTO PEÇAS S/A lançou o protótipo do CHARRUA, um modelo com melhor desempenho das destinações: transporte de pessoal, combate de fuzileiro, anticarro, comando, comunicações e ambulância, atribuídas no Vietnam aos seus predecessores.
 O crítico derrotista vai contrapor de imediato que hoje o CHARRUA já estaria ultrapassado. Ele não é capaz de visualizar que na esteira de um projeto, desde que bem sucedido, teriam sido lançados seus homônimos mais avançados nas versões II, III, etc, tudo de molde a prolongar uma revitalização capaz de manter em reais condições de emprego as unidades da Força Terrestre dotadas com este material.
Raciocínio semelhante pode ser feito para os carros de combate da cavalaria da “Divisão Encouraçada”, com o “OSÓRIO” e o “TAMOYO” que bem poderiam estar ocupando o lugar dos “LEOPARD”, os quais, comprados na União Européia, só enriqueceram os cofres alheios, deixando de constituir o sustento de tantos brasileiros, dispensados que foram de seus empregos na ENGESA e na BERNARDINI. Como aspirar uma cadeira cativa no Conselho de Segurança da ONU, tão fragilizados e tão dependentes? Quanta petulância, durma-se com um barulho destes, que grande piadão! Vamos segurar o que quando os todo-poderosos resolverem chutar o balde?
O Exército, que não se duvide, hoje, só está em condições de cumprir missões de paz, e isto com restrições de toda monta, com nossas regiões militares, batalhões logísticos e parques de manutenção fazendo o possível e o impossível para deixar em condições o material/equipamento necessário para uma mobilização satisfatória dos contingentes destacados no exterior. Acontece que, alçado como a 8ª (alguns já o consideram a 5ª) potencia econômica mundial, as riquezas entesouradas, agora não apenas as da grande região norte mas também as da chamada “amazônia azul”, estão fazendo aflorar ameaças que, antes escamoteadas, atualmente já são parte do cotidiano das tensões internacionais, fazendo-se necessário medidas emergenciais e urgentes, fora do padrão convencional, para reaparelhamento/fortalecimento não só do EB mas também das demais Forças Armadas.
 Que o próximo governo não se engane: é preciso muito mais do que os 36 caças e os 5 submarinos que Sarkozy quer negociar conosco.  Para dissuadir os que nos ameaçam, ou se investe pesadamente em uma indústria de material bélico compatível com a atual projeção do Brasil no contexto da comunidade internacional ou vamos amargar seriamente humilhações, com perigo, inclusive, de mutilações em nossa integridade territorial e de estreitamento do mar territorial que nos cabe por direito.
                                                               
Paulo Ricardo da Rocha Paiva - 
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
 
 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

RISCOS DE MEDIDAS IMPENSADAS

Prof. Marcos Coimbra - Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.

            Continua a persistente campanha de alguns grupos minoritários em impor ao povo brasileiro medidas capazes de provocar graves e danosas consequências à nossa sociedade. O primeiro exemplo consiste na ação de interessados na descriminalização das drogas no Brasil. Alguns deles por interesse próprio ou de parentes próximos. Outros por serem contrários a qualquer tipo de restrição a “direitos individuais”. De fato, muitos possuem o receio de serem detidos por agentes policiais e arcarem com o ônus do escândalo e outros de sofrerem sanções mais graves.
            Sempre é citada como justificativa a adoção da prática em outros países, alguns dos quais inclusive já as abandonaram  em virtude de terem vivenciado os terríveis efeitos. Em Portugal, depois da descriminalização, o número de usuários de drogas cresceu de 12,6% (2001) para 17,4% (2007); de maconha de 12,4% para 17%; de cocaína, de 1,3% para 2,8%; de ecstasy, de 1,4% para 2,6%; de LSD, de 0,6% para 0,9%; de cogumelos, de nulo para 1,4%, segundo o relatório 2010 do Instituto de Droga e da Toxico dependência, ligado ao ministério da Saúde português. E o pior, desde 2001, os homicídios relacionados com drogas subiram 40%, segundo o “World Drug Report”- 2009 da ONU.
            O atual presidente do Uruguai defende uma tese mais radical, a de controle e a comercialização da maconha por parte do Estado, mas enfrenta uma forte resistência de setores mais preocupados com seus resultados. Imaginem só um país como o Brasil, incapaz de assegurar assistência médica básica razoável à população, assoberbado por mais uma demanda deste porte. É uma utopia imaginar a hipótese dos dependentes químicos obterem um atendimento digno por intermédio da débil estrutura assistencial existente, insuficiente para as necessidades atuais. Com a adoção de uma ação do tipo sugerido pelo presidente Mujica seria desencadeada uma catástrofe.
Legiões cada vez maiores de dependentes de drogas vagando pelas ruas, sem amparo, com suas respectivas famílias destruídas, desesperadas em busca de uma solução. É preciso ter consciência de que o tratamento é dispendioso, exigindo às vezes internação e o índice de recuperação é muito baixo. E drogas consideradas leves, como a maconha, além de provocar danos consideráveis, representam o campo de entrada para drogas mais pesadas. Os especialistas, em especial médicos, asseveram que não existe ex-dependente e sim dependente em recuperação.
            Outro exemplo consiste na aplicação do projeto de lei que obriga as instituições federais de ensino superior a reservar 50% de suas vagas para alunos que cursaram todo o ensino médio na rede pública e dessas vagas reservadas 50% serão destinadas a estudantes cuja renda familiar per capita não passa de um salário mínimo e meio, com prioridade para alunos negros, pardos e índios, de acordo com a respectiva proporção de cada categoria na população de cada Estado.
            A ciência entende que existe apenas uma raça, a raça humana, sendo a região africana ao sul do Saara o “berço da raça humana”. Lá surgiram os primeiros “hominídeos” e o próprio “homem”. O homem primitivo (Homo erectus) evoluiu, transformando-se no homem moderno (Homo sapiens) que, por sua vez, se desenvolveu em diferentes tipos para se adaptar aos diferentes meio ambientes. Assim, todos nós somos afrodescendentes. É uma injustiça discriminar, mesmo positivamente, um irmão de cor diferente, partindo da premissa de que ele é inferior, em função de sua pigmentação. A “racialização” pode estimular o preconceito racial e a desagregação da nossa sociedade miscigenada, com a importação de modelos estrangeiros para o Brasil, inteiramente inválidos aqui.
No relativo ao ensino, a adoção desta ação representa um verdadeiro “álibi” para o setor público, o qual reconhece a sua incapacidade de formar alunos com boa formação, “aliviando sua consciência”, ao transferir a responsabilidade para o ensino de terceiro grau. Além de ser vergonhoso, estimula o surgimento de tensões sociais, jogando jovens formados em escolas particulares contra os oriundos de órgãos públicos. Não se constrói um país conspirando contra a Paz Social.
E, para culminar, há uma reversão de expectativa aterradora, quando a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu suspender a vigência da Portaria nº 303/201, temporariamente, para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) ouça as “comunidades indígenas”, após protestos.Mais de 50 lideranças indígenas de todo país ocuparam na manhã do dia 10 do corrente, a sede da AGU, em Brasília. A norma causou polêmica ao determinar que a construção de empreendimentos estratégicos como bases militares, estradas e usinas hidrelétricas em terras indígenas pode ser feita sem a consulta dos grupos que vivem nessas áreas.
Seu objetivo é uniformizar a atuação jurídica do Poder Judiciário, seguindo as diretrizes dadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, que ocorreu em 2009. Sem dúvida, a pressão das ONGs alienígenas, de órgãos como o CIMI e de governos estrangeiros é poderosa. Muitas autoridades brasileiras ainda não descobriram o potencial de risco da continuação desta tresloucada política, capaz de atentar contra a Integridade do Patrimônio Nacional, com o sério risco de “balcanização” do país.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 14.08.12-MM).

segunda-feira, 30 de julho de 2012

MPF denuncia major da reserva por sequestro e morte no Araguaia

Repostagem
 
Correio do Brasil
Por Redação, com Portal Vermelho - de Brasília 

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o major da reserva Lício Augusto Maciel pelo sequestro do militante do PCdoB Divino Ferreira de Souza, o Nunes, capturado ilegalmente pelo Exército em 1973 e desaparecido desde então. 

Também conhecido como Doutor Asdrúbal, o militar participou, há 40 anos, da Operação Marajoara, que pôs fim à Guerrilha do Araguaia, a maior ação de resistência armada à ditadura militar brasileira. Assassino confesso de pelo menos quatro guerrilheiros, Lício Maciel permanece impune. 

A denúncia do MPF segue determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos que, em sentença de 2010, condenou o Brasil a apurar os crimes de lesa-humanidade ocorridos durante a guerrilha. Como a interpretação que o Supremo Tribunal Federal (STF) faz da Lei da Anistia, de 1979, impede que militares sejam punidos por crimes como assassinato e tortura, o MPF enquadrou o Doutor Asdrúbal pelo sequestro de Divino, considerado imprescritível. 

Divino foi emboscado no dia 14 de outubro de 1973, na região do município de São Domingos do Araguaia (PA). De acordo com o MPF, ele e os companheiros André Grabois, o Zé Carlos, João Gualberto Calatroni, o Zebão, e Antônio Alfredo de Lima, o Alfredo, foram cercados quando abatiam porcos e não tinham nenhuma chance de reagir. Grabois, Calatroni e Lima foram executados na hora e Divino, sequestrado e levado com vida para a base militar da Casa Azul, em Marabá. Apesar de ferido, foi interrogado e submetido a grave sofrimento físico. Nunca mais foi visto. 

Dez dias depois, Lício Maciel seria responsável pela morte da guerrilheira Lúcia Maria de Souza, a Sônia, executada imediatamente após reagir ao ataque dos militares e ferir o major no braço e no rosto. Bem antes, já havia se notabilizado pela prisão do também guerrilheiro José Genoíno, que viria a se tornar presidente do PT. 

O ódio do militar pela esquerda é tamanho que, em 2005, chegou a insinuar que Genoíno foi o verdadeiro responsável pelas mortes dos companheiros, já que, quando preso, delatou como funcionavam as bases da guerrilha, mesmo sem sofrer tortura ou ameaça. “Genoino, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada, não lhe demos uma bolacha – coisa de que me arrependo hoje”, disse ele, em discurso proferido na Câmara dos Deputados, durante sessão solene em homenagem aos militares que atuaram no Araguaia. 

Tratado como um verdadeiro herói de guerra por outros militares de ultradireita, Maciel sempre se gabou de sua participação na guerrilha. “Tenho imenso orgulho de ter participado dessa luta, por ter agido positivamente para evitar que os guerrilheiros do PCdoB implantassem no país um regime comunista igual ao de Cuba, com paredão e tudo”, declarou ele, no mesmo discurso de 2005. 

Em 2010, voltou a confirmar os assassinatos e prisões em depoimento à Justiça. Entretanto, disse que os guerrilheiros foram mortos em combate e se eximiu da culpa pelo desaparecimento de Divino que, segundo ele, foi devidamente entregue à base militar. Pelo menos duas testemunhas rechaçam a tese: o militar José Vargas Jimenez, que escreveu um livro sobre a repressão à guerrilha e depois confirmou as informações em depoimento oficial às autoridades brasileiras, e Manoel Leal Lima, o Vanu, que servia de guia para o grupo de militares durante a emboscada. Ambos ressaltam que os militares armaram uma emboscada para os militantes. E, ainda, que Divino foi submetido à grande tortura. 

- Nessa etapa houve o deliberado e definitivo abandono do sistema normativo vigente, pois decidiu-se claramente pela adoção sistemática de medidas ilegais e violentas, promovendo-se então o sequestro ou a execução sumária dos militantes. Não há notícias de sequer um militante que, privado da liberdade pelas Forças Armadas durante a Operação Marajoara, tenha sido encontrado livre posteriormente – esclarece a denúncia do MPF. 

Memória 

Divino nasceu em Goiânia, em 1942, e, em 1961, se tornou membro da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Em 1966, deixou o país, retornando um ano depois para viver na clandestinidade, na região do Brejo Grande, próximo ao Rio Araguaia. Foi nesta época que, atuando como agricultor e comerciante, passou a ser conhecido como Nunes. 

Sua irmã, Terezinha Souza Amorim, afirma que a família jamais deixou de buscar a verdade sobre o que aconteceu, sem sucesso. “Em 2004, minha mãe faleceu sem ter obtido informações do Estado brasileiro sobre o que aconteceu com o Divino, após lutar até o fim da vida para o encontrar. Hoje, a minha luta e de outros familiares de mortos e desaparecidos é para que a sociedade conheça a verdadeira história, para que o estado nos esclareça o que aconteceu com nossos entes queridos e para que os responsáveis por todos esses anos de angústia e desespero sejam responsabilizados”, esclarece. 

Justiça 

Lício Maciel é o terceiro militar denunciado por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura. O primeiro foi justamente o seu parceiro de combate à guerrilha do Araguaia, Sebastião Curió Rodrigues, o Major Curió. A ação foi recusada pela primeira instância, mas o MPF recorreu e aguarda decisão. O segundo é o ex-diretor do DOI/CODI, coronel Brilhante Ustra. 

A denúncia contra Lício Maciel foi distribuída para a 2ª Vara Federal do Pará e, desde 19 de julho, aguarda decisão da juíza Nair Pimenta de Castro.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Miragens do Futuro - Gen SANTA ROSA

14:38 (3 horas atrás)

MAYNARD MARQUES DE SANTA ROSA*

“Prosseguiremos com os projetos prioritários de aparelhamento das Forças, sem deixar de valorizar os homens e as mulheres que tornam esses projetos possíveis. (…) O país com o qual sonhamos precisará cada vez mais de Forças Armadas equipadas e qualificadas para cumprimento de suas funções” (Presidente Dilma Rousseff)
A publicidade oficial vem aproveitando a técnica prospectiva para veicular propaganda política nos assuntos de Defesa. Acenando com cenários futuros invariavelmente otimistas, tenta aliciar os quadros institucionais e a opinião pública em favor de uma política errática. Para isso, as estampas com as metas para além de 2020 recebem ilustração midiática de efeitos deslumbrantes.
Contudo, a realidade concreta do cenário atual é premente. No contexto da Defesa, destacam-se três limitações estratégicas vitais, que resultaram do descaso governamental para com a Segurança Nacional, a partir de 1995: os sistemas de armas estãoo sucateados, a logística geral é insatisfatória e a remuneraçãoo do pessoal militar, defasada.
O despreparo do País para enfrentar uma crise externa é notório. A falta de um programa sistemático de substituição das unidades navais faz a esquadra tender à extinção. A Força Aérea Brasileira não consegue sequer definir a nova tecnologia de suas aeronaves de caça. O equipamento de artilharia antiaérea do Exército ainda pertence à geração analógica. E a maior parte do armamento leve em uso já teve a vida útil ultrapassada. Além disso, há que se considerar a precariedade dos níveis de estoque de munição e a manutenção cara e praticamente inviável dos sistemas arcaicos.
A dimensão humana, herdeira das tradições históricas, sofre o impacto da desmotivação. A remuneração média do pessoal militar situa-se 44% abaixo da média da categoria governamental menos favorecida – a dos servidores públicos da administração direta. É prudente considerar que a descrença alimenta a indisciplina. E a perda de controle da tropa pode ser perigosa, como ficou demonstrado no saque de Antuérpia, em 1576.
Ocorre que os objetivos futuros devem ser projetados no presente, podendo ser aferidos pelos respectivos indicadores. E as propostas reais do Poder Executivo têm deixado de honrar o compromisso propagado. Ao contrário dos discursos políticos, a elaboração do orçamento anual permanece inteiramente condicionada pelo conceito de série histórica, instituído em 1995, que limita o teto financeiro das Forças Armadas e impede que sejam contemplados os grandes projetos de reequipamento.
A baixa prioridade atribuída à Defesa é incompatível com os anseios de projeção externa, sobretudo o relativo à intenção de conquistar uma posição permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Portanto, o que demonstram os fatos é que o setor de Defesa marcha em progressão inexorável para um futuro cada vez mais degradado, sob o doce encantamento das miragens da propaganda.
Ante a expectativa de turbulências e incapaz de reverter a tendência declinante do PIB, o governo sacrifica a Defesa, enquanto justifica o desempenho pífio da economia com inócuos preceitos de uma vã “filosofice”: “Uma grande nação não se mede pelo PIB, mas pelo que faz pelas suas crianças e adolescentes”.
*O autor é General-de-Exército
FONTE: Clube Militar

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tarso Genro concede gordas bolsas-ditadura ao terrorista italiano Cesare Battisti e a “Clemente” da ALN

Por Marco Balbi
Em 3 de fevereiro de 2010 ─ um ano depois de ter concedido asilo político ao terrorista italiano Cesare Battisti e uma semana antes de deixar o Ministério da Justiça ─, o companheiro Tarso Genro anexou a seu acervo de infâmias o documento abaixo transcrito. Uma portaria assinada pelo atual governador gaúcho enquadrou na categoria de “anistiado político” Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, o “Clemente” da ALN. Além de promovido a militar da reserva, o terrorista aposentado ganhou uma gorda bolsa-ditadura.

Leia a íntegra da portaria:

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIAS DE 3 DE FEVEREIRO DE 2010

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela Terceira Câmara da Comissão de Anistia, na sessão realizada no dia 28 de setembro de 2005, no Requerimento de Anistia nº 2005.01.51656, resolve:

(………)

Nº 34 – Declarar CARLOS EUGENIO SARMENTO COELHO DA PAZ, portador do CPF nº 022.477.858-75, anistiado político, reconhecer o direito as promoções à graduação de Terceiro-Sargento com os proventos da graduação de Segundo-Sargento e as respectivas vantagens, conceder reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada no valor de R$ 4.037,88 (quatro mil, trinta e sete reais e oitenta e oito centavos), com efeitos financeiros retroativos da data do julgamento em 13.08.2009 a 14.08.1998, perfazendo um total de R$ 577.416,84 (quinhentos e setenta e sete mil, quatrocentos e dezesseis reais e oitenta e quatro centavos), nos termos do artigo 1°, incisos I e II, Parágrafo Único da Lei nº 10.559 de 13 de novembro de 2002.

O texto comprova que os pagadores de impostos estão bancando até a premiação em dinheiro de assassinos confessos. (AN)